Alopecia androgenética: o que funciona
A queda de cabelo mais comum em homens e mulheres — e as terapias com evidência científica que realmente entregam resultado.
A alopecia androgenética (AGA) é a forma mais prevalente de queda de cabelo e tem fundo genético e hormonal. Acontece quando os folículos progressivamente miniaturizam por ação de derivados da testosterona (DHT), produzindo fios cada vez mais finos e curtos até pararem de crescer. Afeta cerca de 50% dos homens acima de 50 anos e até 40% das mulheres ao longo da vida.
O tratamento com maior nível de evidência científica combina: terapia antiandrogênica (tópica ou oral, conforme perfil hormonal), minoxidil, bioestimulação capilar com microagulhamento associado a drug delivery, LEDterapia (fotobiomodulação) e, quando indicado, plasma rico em plaquetas (PRP). Estudos publicados no JDDG e no Journal of the American Academy of Dermatology consolidam essa abordagem multimodal como superior a tratamentos isolados.
O ponto crítico é começar cedo. Folículos completamente fibrosados (miniaturizados em sua fase final) não respondem a tratamento clínico — apenas transplante. Folículos ainda ativos, mesmo que miniaturizados, respondem muito bem. Por isso a avaliação precoce com tricoscopia é fundamental — mesmo quando a queda parece discreta.
Cada protocolo é individualizado de acordo com idade, perfil hormonal, padrão de queda (escala de Norwood em homens, Ludwig em mulheres) e preferências da paciente. Não existe uma única receita: existe a receita certa para cada caso, construída a partir de evidências científicas atualizadas.
- Blumeyer A, et al. Evidence-based (S3) guideline for the treatment of androgenetic alopecia in women and in men. J Dtsch Dermatol Ges. 2011. PMID 21955007 ↗
- Kaufman KD. Androgens and alopecia. Mol Cell Endocrinol. 2002. PMID 12234659 ↗
- Dhurat R, et al. A randomized evaluator blinded study of effect of microneedling in androgenetic alopecia. Int J Trichology. 2013. PMID 23960389 ↗